terça-feira, 23 de agosto de 2011
Mamãe, estou no mundo!
Gabriel e Nina começaram o novo ano escolar hoje, na escola francesa daqui. Ela, pelo sexto ano consecutivo, voltando às aulas na mesma escola, reencontrando os amigos. Ele, indo pela segunda vez a uma escola (havia frequentado uma creche por alguns meses antes, lembram?), mas pela primeira vez na escola francesa, que, com certeza é bem diferente!...
Chegamos na mesma sala que Nina estudou lá no seu primeiro ano, a Petite séction e a Moyenne séction ficam juntas, apresentamo-nos à professora brasileira, Nara, e ao professor francês, Frank. Gabriel disse o seu nome e rapidamente sentou-se para brincar com alguns brinquedos no chão. Papai conseguiu ainda lhe dar um beijo. Eu não, pois fui mais lenta, com Iuri no colo e meu Biel nem sequer olhou pra trás!
A sala é pequena e muito simples. Há dois professores e uma auxiliar para cada turma. Eu e João apreciamos muito esse jeito simples e "francês" de lidar com as crianças. Não é preciso deixar nada na escola: nem bolsas, nem lanche, nem mudas de roupa. Se acontecer "algum acidente" tipo xixi e tal, eles trocam tudo. Os pequenos têm um horário de 45 minutos para descansar e eles saem da escola apenas 15 minutos antes do horário de todo o primário, 12h45.
Há seis anos atrás, quando chegávamos na França e deixamos a Nina na escola "francesa" (óbvio, né?), estranhamos muito o jeito "pouco carinhoso" da maîtresse: nada de beijinhos, nem abraços o tempo todo com as crianças. Nina ainda não falava francês e no primeiro mês pegou catapora! Acho que foi a maneira dela lidar com as primeiras dificuldades. Mas rapidamente fez amigos e uma amiga muito especial e já na época do Natal, além de compreender tudo, já se arriscava a falar a língua. Deixar todas estas conquistas para trás, na hora de voltar, foi outro desafio também.
Quando ela começou na escola francesa daqui, já com 5 anos, não houve um período de transição muito forte, já que ela já falava francês e o que aconteceu na época é que a melhor amiga dela, que a acompanhou durante três anos seguidos e cujos pais tornaram-se nossos amigos íntimos também, é francesa. Valentine deixou o Brasil há dois anos para viver outros anos em Dublin, na Irlanda.
Bem, não sei bem como Gabriel vai voltar da escola, nem o que ele vai contar, nem como se sentiu. Ele ainda não fala francês e não sabemos como será a aquisição da língua para ele. Mas de uma coisa eu tenho certeza: ele está fortalecido para ir para o mundo! Ele pode ser magrinho e sensível, mas não é nem um pouco frágil! Que satisfação é ver meu filho tão forte fora de casa. Há dez dias, ele começou uma aula de judô de tarde, em uma turma com crianças de 3 a 7 anos e ele só me surpreende com o seu comportamento quando está com outras crianças.
Modéstia à parte, sinto que essa segurança e essa força que ele tem vêm justamente do fato dele saber que mamãe e papai estão disponíveis para ele. É fruto do nosso trabalho e dedicação. Estou emocionada... Há pouco tempo, ele era como Iuri, totalmente dependente de mim! E agora tá aí, no mundo, desmamado, desfraldado, criando, aprontando muitas peripécias, tirando a mamãe do sério antes de dormir... hahaha... com certeza, não é mais um bebê!
Tudo isso só me fortalece e me mostra que quando exercemos a paternidade e a maternidade com responsabilidade e consciência, respeitando, amando e cuidando dos pequenos indivíduos que colocamos no mundo (por opção!), eles se tornam crianças e pessoas saudáveis, capazes de exercerem sua individualidade na sociedade, sabem relacionar-se com os outros e enfrentam os desafios e frustrações da vida com mais segurança e serenidade.
Para mim, essa relação de parceria entre casa e escola, cada uma com o seu papel, respeitando o espaço e os limites de cada uma, é fundamental para o crescimento do indivíduo. Não que exista escola perfeita (muito menos pais e mães perfeitos!), mas deposito minha confiança na escola dos meus filhos, pois sei que eles têm todo o carinho que merecem e necessitam dentro de casa e que terão outras oportunidades de crescimento, conhecimento, relacionamento, fora dela. Hoje estou feliz e satisfeita!
domingo, 21 de agosto de 2011
Limpa Brasília!
Agora de manhã fiz uma coisa que gostaria de ter feito há muito tempo. Catei todo o lixo que havia na frente da minha casa. Explico. Hoje, 21 de agosto, é do dia do Limpa Brasil aqui em Brasília. Impulsionada pelo projeto, que instiga as pessoas a saírem de suas casas hoje e catar o lixo de suas comunidades e entregá-lo em um posto de entrega, dediquei uma hora do meu domingo de manhã a esta tarefa.
Eu cheguei a me inscrever no site, como voluntária, para depositar o lixo recolhido e tal. Mas talvez a minha contribuição seja silenciosa mesmo. Bem, não para vocês! Não me afastei quase nada do meu apartamento. Moramos em uma quadra das quatrocentos, quem conhece sabe como é. Os prédios são baixinhos, de no máximo, 3 andares, em sua maioria com pilotis. Moramos no primeiro andar e temos uma vista bem agradável, do jardim do prédio, com um bougainville gigante e jasmim. Tem uma cerca viva que separa o jardim "da rua", por assim dizer, já que do outro lado é a calçada pública.
A uns quarentas metros da minha janela, tem uma árvore do cerrado bem grande, com um banco debaixo e uma lixeirinha logo em frente. Seria um lugar agradável, não fosse o constante lixo, fruto do que se consome lá. Gente de todo tipo se reúne para fofocar, jogar conversa fora, beber e fumar! Imaginem a quantidade de garrafas de cerveja (inclusive quebradas) que recolhi. Carteiras de cigarros, sacos plásticos , papéis e papelicos, copos de plástico e embalagens do McDonald's também encheram meus três sacos de lixo de 50 litros cada.
Uma avenida de grande movimento fica aqui perto, com um ponto de ônibus, o que faz com que um grande volume de pessoas passe aqui na frente e, consequentemente, jogue o seu lixinho pessoal aqui. A iniciativa do projeto é a conscientização para o fato de que os brasileiros, em sua maioria, continuam jogando lixo (e muito) nas ruas. Com certeza, Brasília não é a cidade mais suja do país, principalmente porque no Plano Piloto, pelo menos, há garis nas ruas diariamente recolhendo a sujeira da galera! Mesmo assim, é incrível a quantidade de lixo que se joga na rua...
Agora mesmo estou olhando pela minha janela e notei que já tem uma galerinha naquele ponto que acabei de mencionar e me pergunto se eles vão notar que está limpo! Também queria saber se outras pessoas notarão e quanto tempo vai levar para ficar como estava... Mas afinal de contas, o que importa?
Eu fui catando e pensando com os meus botões como sou dada a trabalhos aos quais as pessoas geralmente não querem fazer, não notam que são feitos e muito menos os valorizam. Que trabalheira esse de catar os lixos dos outros! Viva os catadores de lixo!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Meninas Castradas
Ontem fui levar o Iuri, que está com 7 meses e 12 dias, para tomar suas vacinas dos 6 meses (atrasadas). Estava eu aguardando no corredor do posto, com meu bebezinho no colo e observando a mãe ao meu lado.
Sua filha parecia do tamanho do meu Biel, devia ter uns três aninho e pouco... Eram 8h30 da manhã e a menina estava com um vestidinho todo arrumado, um bolerinho de crochê, meias e um sapatinho de boneca. Os cabelos estavam arrumados em diversas marias-chiquinhas e a mãe, babando. Até aí tudo bem, pensei eu. O que é que tem a menina sair tão arrumadinha de casa pra tomar vacina? Deixa de ser preconceituosa e coisa e tal, Maíra...
Até que a mãe me pergunta sobre a vacina de sarampo. Eu disse que o meu bebê não iria tomá-la, mas iria tomar outras. Ela disse então que não podia dizer pra filhinha sobre esta vacina, senão ela não ficaria lá de jeito nenhum. Então me lembrei que poucos dias antes, em um shopping daqui, antes de entrarmos no cinema, era dia de campanha de vacina. Eu não sabia desta vacina aí e disse pro Biel que ele iria tomar as gotinhas do Zé Gotinha e coisa e tal. Então a enfermeira me falou da injeção na coxa, era a tal contra o sarampo.
Respirei fundo, olhei para o meu filho e disse que, além das gotinhas na boca, ele iria tomar uma injeção na coxa, que iria doer, mas que eu estaria lá com ele e que depois, a dor passaria. Eu o coloquei no colo, como recomendado pela moça e ela aplicou a injeção. Ele chorou, claro e gritou. Deixei ele chorar o tanto que quis. Após alguns minutos, ele se recuperou (totalmente - será?).
Eu não contei a história do Gabriel pra moça, mas de alguma forma ela introduziu o assunto da injeção para sua filha. A menininha, então, expressando o seu medo, perguntou se poderia chorar na hora. A mãe disse que não, que ela não era um bebezinho. Ela perguntou se poderia ficar no colo e a mãe respondeu que não, que ela já era "moça" e que não precisaria de nada disso. Fiquei prostrada. Como assim, dizer a uma criança de três anos que ela não poderá chorar e se sentir indefesa diante de uma agulha gigantesca perfurando o seu corpinho?
Enfim elas entraram e foram atendidas. No meio tempo, chega outra mãe, mais corpulenta, com outra garotinha do mesmo tamanho da outra. A menina está com uma blusa de malha rosada, uma sainha tipo de brim e uma calça legging azul marinho. Aparentemente, está mais ou menos sabendo que será vacinada. Aí aparecem a primeira mãe com a menininha do vestidinho, chorando muito. E a mãe diz: fulana, já passou, pára de chorar pra não assustar a cicrana, que acabara de chegar. As duas se conheciam da escola.
A pequena da legging azul cochicha algo pra mãe, que diz em voz alta que ela está com medo e que não há razão para isso, que a vacina é rápida, quase não dói, parece um mosquitinho! Esta mãe então pergunta se a "Maria" lavou o rosto da pequena e depois fala em tom de bronca que ela tem que lavar o rosto! Depois, comenta com a outra mãe, quase debochando da filha, sobre sua roupa, que roupa era aquela que ela havia escolhido: rosa, com lilás, com azul marinho? Isso era roupa de "doidinha"! que ela teria que trocar de roupa assim que chegasse em casa. "Roupa de doidinha"? Qual o problema mesmo em combinar essas cores, sendo uma criança tão pequena, aprendendo e curtindo escolher as próprias roupas? A menina estava uma gracinha!...
Minha pergunta é: estamos falando de castração de meninas ou não? Os "não-podes" começam muito, mas muito cedo para as mulheres... Não que os homens não sejam "castrados" pela sociedade também. Mas essas duas mães com suas filhinhas, aparentemente não fizeram nada de "grave", estavam apenas dizendo às suas filhas que elas têm que ser fortes aconteça o que acontecer, que elas não podem chorar, demonstrar fraqueza, medo ou dor, que elas devem prender o choro mesmo que esteja doendo. Eu considero isto muito grave!!! É o mesmo que dizer a elas que se alguém algum dia as violentarem, elas devem ficar caladinhas, aguentar a dor e guardarem o sofrimento para elas mesmas...
E sobre as roupas, então? Desconfio que o conjuntinho da primeira menina tenha sido cuidadosamente escolhido por sua mãe, ela estava vestida "adequadamente" para uma menininha da sua idade; arrumada demais para o Posto de Saúde, é verdade, parecia uma bonequinha, mas "combinando". E a outra, com sua roupa de "doidinha" que deveria ser trocada? Isso pode, isso não pode, isso é certo, isso é errado, isso é de menina, isso é de menino, menina de rosa, menino de azul e a criança vai sendo podada e mais podada até não sobrar mais nada da sua autenticidade infantil e sua autonomia criativa... Socorro!
Quando vamos parar de ditar o que nossos filhos devem fazer? Quando vamos parar de querer controlar tudo, de ver defeito em tudo, de ensinar nossas meninas a serem preconceituosas e submissas às vontades alheias? Até quando vamos dizer aos nossos filhos que eles não podem expressar seus sentimentos, que eles não devem sentir raiva ou medo? Que isso é feio e isso é bonito? Quando estaremos finalmente prontos para aceitá-los como são e dar a eles o espaço que necessitam para aprender a viver respeitando a si mesmos e os outros?
Sua filha parecia do tamanho do meu Biel, devia ter uns três aninho e pouco... Eram 8h30 da manhã e a menina estava com um vestidinho todo arrumado, um bolerinho de crochê, meias e um sapatinho de boneca. Os cabelos estavam arrumados em diversas marias-chiquinhas e a mãe, babando. Até aí tudo bem, pensei eu. O que é que tem a menina sair tão arrumadinha de casa pra tomar vacina? Deixa de ser preconceituosa e coisa e tal, Maíra...
Até que a mãe me pergunta sobre a vacina de sarampo. Eu disse que o meu bebê não iria tomá-la, mas iria tomar outras. Ela disse então que não podia dizer pra filhinha sobre esta vacina, senão ela não ficaria lá de jeito nenhum. Então me lembrei que poucos dias antes, em um shopping daqui, antes de entrarmos no cinema, era dia de campanha de vacina. Eu não sabia desta vacina aí e disse pro Biel que ele iria tomar as gotinhas do Zé Gotinha e coisa e tal. Então a enfermeira me falou da injeção na coxa, era a tal contra o sarampo.
Respirei fundo, olhei para o meu filho e disse que, além das gotinhas na boca, ele iria tomar uma injeção na coxa, que iria doer, mas que eu estaria lá com ele e que depois, a dor passaria. Eu o coloquei no colo, como recomendado pela moça e ela aplicou a injeção. Ele chorou, claro e gritou. Deixei ele chorar o tanto que quis. Após alguns minutos, ele se recuperou (totalmente - será?).
Eu não contei a história do Gabriel pra moça, mas de alguma forma ela introduziu o assunto da injeção para sua filha. A menininha, então, expressando o seu medo, perguntou se poderia chorar na hora. A mãe disse que não, que ela não era um bebezinho. Ela perguntou se poderia ficar no colo e a mãe respondeu que não, que ela já era "moça" e que não precisaria de nada disso. Fiquei prostrada. Como assim, dizer a uma criança de três anos que ela não poderá chorar e se sentir indefesa diante de uma agulha gigantesca perfurando o seu corpinho?
Enfim elas entraram e foram atendidas. No meio tempo, chega outra mãe, mais corpulenta, com outra garotinha do mesmo tamanho da outra. A menina está com uma blusa de malha rosada, uma sainha tipo de brim e uma calça legging azul marinho. Aparentemente, está mais ou menos sabendo que será vacinada. Aí aparecem a primeira mãe com a menininha do vestidinho, chorando muito. E a mãe diz: fulana, já passou, pára de chorar pra não assustar a cicrana, que acabara de chegar. As duas se conheciam da escola.
A pequena da legging azul cochicha algo pra mãe, que diz em voz alta que ela está com medo e que não há razão para isso, que a vacina é rápida, quase não dói, parece um mosquitinho! Esta mãe então pergunta se a "Maria" lavou o rosto da pequena e depois fala em tom de bronca que ela tem que lavar o rosto! Depois, comenta com a outra mãe, quase debochando da filha, sobre sua roupa, que roupa era aquela que ela havia escolhido: rosa, com lilás, com azul marinho? Isso era roupa de "doidinha"! que ela teria que trocar de roupa assim que chegasse em casa. "Roupa de doidinha"? Qual o problema mesmo em combinar essas cores, sendo uma criança tão pequena, aprendendo e curtindo escolher as próprias roupas? A menina estava uma gracinha!...
Minha pergunta é: estamos falando de castração de meninas ou não? Os "não-podes" começam muito, mas muito cedo para as mulheres... Não que os homens não sejam "castrados" pela sociedade também. Mas essas duas mães com suas filhinhas, aparentemente não fizeram nada de "grave", estavam apenas dizendo às suas filhas que elas têm que ser fortes aconteça o que acontecer, que elas não podem chorar, demonstrar fraqueza, medo ou dor, que elas devem prender o choro mesmo que esteja doendo. Eu considero isto muito grave!!! É o mesmo que dizer a elas que se alguém algum dia as violentarem, elas devem ficar caladinhas, aguentar a dor e guardarem o sofrimento para elas mesmas...
E sobre as roupas, então? Desconfio que o conjuntinho da primeira menina tenha sido cuidadosamente escolhido por sua mãe, ela estava vestida "adequadamente" para uma menininha da sua idade; arrumada demais para o Posto de Saúde, é verdade, parecia uma bonequinha, mas "combinando". E a outra, com sua roupa de "doidinha" que deveria ser trocada? Isso pode, isso não pode, isso é certo, isso é errado, isso é de menina, isso é de menino, menina de rosa, menino de azul e a criança vai sendo podada e mais podada até não sobrar mais nada da sua autenticidade infantil e sua autonomia criativa... Socorro!
Quando vamos parar de ditar o que nossos filhos devem fazer? Quando vamos parar de querer controlar tudo, de ver defeito em tudo, de ensinar nossas meninas a serem preconceituosas e submissas às vontades alheias? Até quando vamos dizer aos nossos filhos que eles não podem expressar seus sentimentos, que eles não devem sentir raiva ou medo? Que isso é feio e isso é bonito? Quando estaremos finalmente prontos para aceitá-los como são e dar a eles o espaço que necessitam para aprender a viver respeitando a si mesmos e os outros?
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O Rio de Janeiro continua lindo!...
Fizemos uma viagem de doze dias para o Rio de Janeiro e chegamos há uns cinco dias. Foram nossas férias em família! Fomos todos: João, as crianças e eu! Foi uma viagem muito legal. Com o perdão da falta de concordância, atrevo-me a escrever um pouco sobre ela...
Teve praia maravilhosa com crianças "à milanesa", "bixcoito grobo" e mate com limão. teve praia com frio e vento estilo "programa de índio". teve encontros, risos e choros com tios, tias, primos, primas, bisavós e, claro, vovô Toni. teve até o casamento dele com a nossa Pri! teve Lapa da mamãe com o papai pra ver o tio Lolê tocar. teve bolo e guaraná pra comemorar o aniversário do papai (35, já, meu amor?). teve pizza, cachorro quente na rua. teve passeio pelo calçadão e pelo centro da cidade em obras. teve Confeitaria Colombo e Teatro Municipal. teve caminhada pelo Aterro. teve metrô e muito táxi amarelo. teve aula de acrobacia para a Nina. teve almoços e lanches deliciosos. teve um clima ótimo, dias de céu claro e até um friozinho gostoso. teve Jardim Botânico e belíssimas orquídeas. teve tráfego. teve passeio de pedalinho na Lagoa, seguido de chuva! teve Biel e Iuri que dormiram no carrinho. teve criança com sono e adulto cansado. Teve filminho na casa do vovô. teve tombo do bebê e nariz "quebrado". teve muita história essa viagem, teve bom demais esse Rio, minha terra natal!...
Teve praia maravilhosa com crianças "à milanesa", "bixcoito grobo" e mate com limão. teve praia com frio e vento estilo "programa de índio". teve encontros, risos e choros com tios, tias, primos, primas, bisavós e, claro, vovô Toni. teve até o casamento dele com a nossa Pri! teve Lapa da mamãe com o papai pra ver o tio Lolê tocar. teve bolo e guaraná pra comemorar o aniversário do papai (35, já, meu amor?). teve pizza, cachorro quente na rua. teve passeio pelo calçadão e pelo centro da cidade em obras. teve Confeitaria Colombo e Teatro Municipal. teve caminhada pelo Aterro. teve metrô e muito táxi amarelo. teve aula de acrobacia para a Nina. teve almoços e lanches deliciosos. teve um clima ótimo, dias de céu claro e até um friozinho gostoso. teve Jardim Botânico e belíssimas orquídeas. teve tráfego. teve passeio de pedalinho na Lagoa, seguido de chuva! teve Biel e Iuri que dormiram no carrinho. teve criança com sono e adulto cansado. Teve filminho na casa do vovô. teve tombo do bebê e nariz "quebrado". teve muita história essa viagem, teve bom demais esse Rio, minha terra natal!...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Mãe uma, duas, três vezes... sempre de primeira viagem!
Muito se enganam aqueles que pensam que quem tem mais de um filho sabe tudo sobre os cuidados com os bebês e as crianças. As "mães de primeira viagem" somos todas nós: mães de um filho só, de dois, de três, de cinco, de dez! Independentemente do número de crianças que se cuida, mães e pais estão constantemente aprendendo e errando ao cuidar de cada uma de suas crianças. Isso porque cada criança é realmente única e exige cuidados diferenciados, ainda que seja filho ou filha do mesmo pai e da mesma mãe que os irmãos.
Digo isso porque estou cuidando do meu terceiro bebê e percebo o seu jeitinho diferente dos outros dois. Arrisco até a dizer que já é possível ver traços de "personalidade", mas na verdade são características pessoais mesmo de cada um, já em bebês pequenos.
Iuri, meu terceiro filho, está com 6 meses. Ele começou a engatinhar um pouco antes de completar esta primeira metade de ano de vida. Há uns 5 dias atrás, começou a sentar-se sozinho também. Divido isto porque nenhum dos meus outros filhos foi tão rápido ou forte para se locomover com tanta independência. Tanto Nina quanto Gabriel se arrastaram bastante, depois engatinharam bastante até finalmente caminharem sozinhos com 1 aninho e alguns dias.
Sim, eu sou a "mesma" mãe e procuro dar as mesmas oportunidades para os meus filhos, então coloquei todos os meus bebês no chão praticamente na mesma idade - acho que todos eles com três meses já estavam no chão tentando se virar, brincando e coisa e tal. Mas com certeza, Iuri foi o primeiro a se virar sozinho e a se arrastar. Antes dos 5 meses, já estava de quatro, se equilibrando e testando sua resistência. Pode ser que esta independência seja fruto da necessidade real dele de se locomover e interagir com todos da casa, já que ele é o terceiro e o tempo que eu e papai temos para todos é dividido mesmo.
Outra coisa interessante é como ele acorda de madrugada. Já há uns três meses, ele tem acordado quase que de hora em hora! Sei que ele ainda é pequeno e percebo que quando ele acorda, geralmente está incomodado: ou é um arroto, ou gases, ou um cocô que ainda não saiu... às vezes ele quer é ficar no colinho mesmo, dormindo. Eu estou aqui para isso mesmo, ofereço sempre o peito e ele mama se quiser. Mas acontece que estou bem cansada destas madrugadas "pauleiras". Papai também está cansado!
Iuri dorme em um bercinho no nosso quarto e eu acordo ao menor sinal de movimento ou barulhinho dele e vou atendê-lo rápido, claro. Cheguei a pensar que ele estivesse com fome e estivesse acordando por causa disso. Comecei a oferecer-lhe alguns alimentos durante o dia, tipo bananinha, batatinha... Mas ele demorou a se interessar! Ou seja, acho que não é fome não. Como está muito seco aqui em Brasília, estou pensando na possibilidade dele estar com sede e então estou oferendo golinhos d'água de vez em quando. Vamos ver se vai ajudar!...
Mas, na real, acho que tenho que olhar pra mim e me perguntar o que há em mim que não deixa que ele relaxe de verdade e pra valer durante a noite. Sem culpa nem nada, não é isso. Mas não posso esquecer que estamos em quase que uma simbiose e se eu não estiver bem e tranquila, ele também não vai estar. E eu sei que estou em um momento frágil, com questões pessoais e conjugais também. Pode ser que ele esteja captando tudo isso e muito mais!
Sei que existe uma tranquilidade natural em mim para lidar com as coisas das crianças e que esta tranquilidade fica mais latente a cada filho, mas é muita presunção achar que tenho as respostas para todos os problemas e que eles se resolverão da mesma forma para todos! Com cada um deles, os desafios são diferentes. Então é isso, um dia de cada vez, os filhos ao mesmo tempo, mas cada um com seus momentos e a vida vai seguindo e eu tentando dar o que há de melhor em mim, né não?
Digo isso porque estou cuidando do meu terceiro bebê e percebo o seu jeitinho diferente dos outros dois. Arrisco até a dizer que já é possível ver traços de "personalidade", mas na verdade são características pessoais mesmo de cada um, já em bebês pequenos.
Iuri, meu terceiro filho, está com 6 meses. Ele começou a engatinhar um pouco antes de completar esta primeira metade de ano de vida. Há uns 5 dias atrás, começou a sentar-se sozinho também. Divido isto porque nenhum dos meus outros filhos foi tão rápido ou forte para se locomover com tanta independência. Tanto Nina quanto Gabriel se arrastaram bastante, depois engatinharam bastante até finalmente caminharem sozinhos com 1 aninho e alguns dias.
Sim, eu sou a "mesma" mãe e procuro dar as mesmas oportunidades para os meus filhos, então coloquei todos os meus bebês no chão praticamente na mesma idade - acho que todos eles com três meses já estavam no chão tentando se virar, brincando e coisa e tal. Mas com certeza, Iuri foi o primeiro a se virar sozinho e a se arrastar. Antes dos 5 meses, já estava de quatro, se equilibrando e testando sua resistência. Pode ser que esta independência seja fruto da necessidade real dele de se locomover e interagir com todos da casa, já que ele é o terceiro e o tempo que eu e papai temos para todos é dividido mesmo.
Outra coisa interessante é como ele acorda de madrugada. Já há uns três meses, ele tem acordado quase que de hora em hora! Sei que ele ainda é pequeno e percebo que quando ele acorda, geralmente está incomodado: ou é um arroto, ou gases, ou um cocô que ainda não saiu... às vezes ele quer é ficar no colinho mesmo, dormindo. Eu estou aqui para isso mesmo, ofereço sempre o peito e ele mama se quiser. Mas acontece que estou bem cansada destas madrugadas "pauleiras". Papai também está cansado!
Iuri dorme em um bercinho no nosso quarto e eu acordo ao menor sinal de movimento ou barulhinho dele e vou atendê-lo rápido, claro. Cheguei a pensar que ele estivesse com fome e estivesse acordando por causa disso. Comecei a oferecer-lhe alguns alimentos durante o dia, tipo bananinha, batatinha... Mas ele demorou a se interessar! Ou seja, acho que não é fome não. Como está muito seco aqui em Brasília, estou pensando na possibilidade dele estar com sede e então estou oferendo golinhos d'água de vez em quando. Vamos ver se vai ajudar!...
Mas, na real, acho que tenho que olhar pra mim e me perguntar o que há em mim que não deixa que ele relaxe de verdade e pra valer durante a noite. Sem culpa nem nada, não é isso. Mas não posso esquecer que estamos em quase que uma simbiose e se eu não estiver bem e tranquila, ele também não vai estar. E eu sei que estou em um momento frágil, com questões pessoais e conjugais também. Pode ser que ele esteja captando tudo isso e muito mais!
Sei que existe uma tranquilidade natural em mim para lidar com as coisas das crianças e que esta tranquilidade fica mais latente a cada filho, mas é muita presunção achar que tenho as respostas para todos os problemas e que eles se resolverão da mesma forma para todos! Com cada um deles, os desafios são diferentes. Então é isso, um dia de cada vez, os filhos ao mesmo tempo, mas cada um com seus momentos e a vida vai seguindo e eu tentando dar o que há de melhor em mim, né não?
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Da minha missão e do meu propósito
Hoje foi um dia estranho para mim. Dormi muito pouco, acordada várias vezes tanto pelo Iuri, que está de nariz entupido e tossindo, quanto pelo Gabriel, que acordou chorando duas vezes.
Eu tinha ido dormir relativamente cedo, mas com a madrugada super agitada e tendo que me levantar hiper cedo, comecei o dia "com o pé esquerdo": irritada, soltando grosserias para todo o lado. Felizmente, meu humor foi melhorando ao longo do dia e agora posso dizer que estou tranquila. Bom, não 100% tranquila, já que meus sentimentos também estão mexidos.
Digo isso porque estou um pouco confusa em relação a um propósito de vida que eu não consegui identificar ainda. Profundo, né? Alguns podem até pensar e me questionar: mas você não brigou e lutou tanto pelo seu desejo e direito de ficar em casa "maternando" em tempo integral? E eu vou dizer: sim, com certeza. E continuo "maternando" com vontade e amor em tempo integral. Porém, há algo que me inquieta e que meus filhos não podem suprir. Há algo que falta e que não tem muito a ver com eles, tem a ver comigo mesma.
Ser mãe para mim é uma missão, a mais importante deste momento. Um dos momentos mais gostosos de hoje foi quando saí só com o Gabriel para comprar pão. Ele se machucou logo na porta da saída do prédio e eu peguei ele no colo como se ainda fosse um bebezinho... E então eu percebi como era importante eu estar com ele naquele exato instante, abraçá-lo, poder consolá-lo e confortá-lo. Saímos e eu coloquei ele nas costas, "de cavalinho", e nós dois desfrutamos de alguns minutos de total alegria com a presença de um e do outro.
Talvez eu esteja simplesmente cansada do "batidão". Iuri é um bebê extraordinário, grande, forte e relativamente precoce. Mal completou 6 meses e já está engatinhando por toda a casa. É pesado e fica bastante no colo também. Na verdade, quando não está no chão ou dormindo no bercinho (que fica no nosso quarto), ele está comigo no sling. Acorda inúmeras vezes de madrugada; parei de contar e de olhar no relógio, já que não tenho hora marcada para acordar porque os outros estão de férias e acho que assim fico menos angustiada. Acho que ficou complicado para mim acordar quantas vezes for necessário de madrugada, já que a demanda por mim durante o dia é também incessante.
Como vocês sabem, sou assídua do blog Mamíferas, que hoje está lançando o site delas (venha ver que maravilha aqui), como se fosse uma revista. E eu fico sempre me perguntando: como elas conseguem??? Principalmente a Tata, que tem três filhos (duas gêmeas de 6 anoe e uma menorzinha de 2 anos e alguma coisa). Eu sei que ela é blogueira profissional, mas eu me questiono sempre como isso é possível? Ser a mãe que ela é, presente, ativa, consciente, de três crianças e ainda produzir textos como faz? Puxa, acho que sou uma desorganizada mesmo, mal consigo ver e responder e-mails; quanto mais dar conta de produzir textos em casa assim... sniff sniff
Sim, estou em crise; acho... Crise profissional? Talvez. Vejam bem, não é que eu tenha dado um tempo ou tirado uma licença da "carreira da minha vida". Tampouco não estou cuspindo no prato que comi. Fui professora de inglês por 10 anos e sou grata! Tenho certeza que tenho jeito para coisa, mas não sei se quero voltar para a sala de aula. Na real, estou é perdida em relação ao que quero fazer da minha vida. Ser mãe é intrínseco e natural para mim, é a minha missão. Mas ainda não é o meu propósito de vida; perceberam?
Não sei de nada, não sei para onde ir. Digo que vou fazer concurso no ano que vem (SERÁ?), queria me profissionalizar como blogueira (mas COMO?), mas também tem a formação em dançaterapia que eu fiz quase 1/3 e parei e quero voltar, enfim... "Só sei que nada sei", não é mesmo? Eu não estou dando um tempo de alguma coisa para voltar depois destes anos em casa. Eu simplesmente não tenho para onde voltar. Tenho que reconstruir, na verdade, construir um novo caminho para mim. E não sei por onde começar.
Eu tinha ido dormir relativamente cedo, mas com a madrugada super agitada e tendo que me levantar hiper cedo, comecei o dia "com o pé esquerdo": irritada, soltando grosserias para todo o lado. Felizmente, meu humor foi melhorando ao longo do dia e agora posso dizer que estou tranquila. Bom, não 100% tranquila, já que meus sentimentos também estão mexidos.
Digo isso porque estou um pouco confusa em relação a um propósito de vida que eu não consegui identificar ainda. Profundo, né? Alguns podem até pensar e me questionar: mas você não brigou e lutou tanto pelo seu desejo e direito de ficar em casa "maternando" em tempo integral? E eu vou dizer: sim, com certeza. E continuo "maternando" com vontade e amor em tempo integral. Porém, há algo que me inquieta e que meus filhos não podem suprir. Há algo que falta e que não tem muito a ver com eles, tem a ver comigo mesma.
Ser mãe para mim é uma missão, a mais importante deste momento. Um dos momentos mais gostosos de hoje foi quando saí só com o Gabriel para comprar pão. Ele se machucou logo na porta da saída do prédio e eu peguei ele no colo como se ainda fosse um bebezinho... E então eu percebi como era importante eu estar com ele naquele exato instante, abraçá-lo, poder consolá-lo e confortá-lo. Saímos e eu coloquei ele nas costas, "de cavalinho", e nós dois desfrutamos de alguns minutos de total alegria com a presença de um e do outro.
Talvez eu esteja simplesmente cansada do "batidão". Iuri é um bebê extraordinário, grande, forte e relativamente precoce. Mal completou 6 meses e já está engatinhando por toda a casa. É pesado e fica bastante no colo também. Na verdade, quando não está no chão ou dormindo no bercinho (que fica no nosso quarto), ele está comigo no sling. Acorda inúmeras vezes de madrugada; parei de contar e de olhar no relógio, já que não tenho hora marcada para acordar porque os outros estão de férias e acho que assim fico menos angustiada. Acho que ficou complicado para mim acordar quantas vezes for necessário de madrugada, já que a demanda por mim durante o dia é também incessante.
Como vocês sabem, sou assídua do blog Mamíferas, que hoje está lançando o site delas (venha ver que maravilha aqui), como se fosse uma revista. E eu fico sempre me perguntando: como elas conseguem??? Principalmente a Tata, que tem três filhos (duas gêmeas de 6 anoe e uma menorzinha de 2 anos e alguma coisa). Eu sei que ela é blogueira profissional, mas eu me questiono sempre como isso é possível? Ser a mãe que ela é, presente, ativa, consciente, de três crianças e ainda produzir textos como faz? Puxa, acho que sou uma desorganizada mesmo, mal consigo ver e responder e-mails; quanto mais dar conta de produzir textos em casa assim... sniff sniff
Sim, estou em crise; acho... Crise profissional? Talvez. Vejam bem, não é que eu tenha dado um tempo ou tirado uma licença da "carreira da minha vida". Tampouco não estou cuspindo no prato que comi. Fui professora de inglês por 10 anos e sou grata! Tenho certeza que tenho jeito para coisa, mas não sei se quero voltar para a sala de aula. Na real, estou é perdida em relação ao que quero fazer da minha vida. Ser mãe é intrínseco e natural para mim, é a minha missão. Mas ainda não é o meu propósito de vida; perceberam?
Não sei de nada, não sei para onde ir. Digo que vou fazer concurso no ano que vem (SERÁ?), queria me profissionalizar como blogueira (mas COMO?), mas também tem a formação em dançaterapia que eu fiz quase 1/3 e parei e quero voltar, enfim... "Só sei que nada sei", não é mesmo? Eu não estou dando um tempo de alguma coisa para voltar depois destes anos em casa. Eu simplesmente não tenho para onde voltar. Tenho que reconstruir, na verdade, construir um novo caminho para mim. E não sei por onde começar.
domingo, 19 de junho de 2011
Organizar para Criar
Durante esta minha "quarentena" sem João, meu companheirão, decidi tomar algumas atitudes. Não digo nem decisões porque o que quero mesmo é sair da inércia em relação a várias coisas.
A coisa mais importante que tenho aprendido neste período é que eu quero me organizar melhor. Quero me organizar. quero uma casa mais organizada. Quero uma rotina mais organizada com as crianças, não algo necessariamente imposto, mas mais organizado e com mais regras, com certeza. Regras? Sim, aquelas da boa convivência, aquelas do cuidado consigo próprio e com os outros.
Já fazemos coisas desse tipo: tomar banho diariamente, escovar e passar fio dental nos dentes, comer na hora certa, comer coisas frescas... Então agora só faltam coisinhas básicas, como por exemplo: deitar para dormir só depois do quarto organizado. Entrar no facebook, só depois da escrivaninha organizada. Enfim, quero aprender a fazer um pouquinho todo dia pra não ter que fazer um muitão de vez em quando.
Isto pode parecer bobagem para pessoas que têm facilidade em se organizar, mas para mim não é. Tenho uma disciplina natural para seguir regras e me manter "na linha", mas me perco muitas vezes na falta de organização e na bagunça. Em todos os aspectos. Desde o armário da cozinha, a louça do dia anterior, até as roupas limpas para guardar, os brinquedos das crianças e este blog mesmo! Tenho uma tendência a deixar as coisas se acumularem. Porém, não me sinto bem com as coisas por fazer.
E durante a ausência do João ficou muito claro que eu mesma não dou mais conta desse meu jeito. Quero mudar. Quero aprender como ser mais organizada. Sei que com mais organização e mais disciplina, terei tempo e energia para outras coisas mais interessantes. Tempo para relaxar e produzir. Tenho feito a seguinte comparação: para um músico poder improvisar, ele precisa saber da "organização" da música, como o tom (mi menor, sol maior ou o que for) e a harmonia (a ordem e natureza dos acordes do acompanhamento), além da melodia, claro. Só assim ele estará organizado o suficiente para criar algo novo, sua improvisação.
E assim pretendo fazer. Para poder fazer a minha "música", preciso de mais tranquilidade. E para fazer isso, começo com esta mudança. Que as deusas me iluminem!
A coisa mais importante que tenho aprendido neste período é que eu quero me organizar melhor. Quero me organizar. quero uma casa mais organizada. Quero uma rotina mais organizada com as crianças, não algo necessariamente imposto, mas mais organizado e com mais regras, com certeza. Regras? Sim, aquelas da boa convivência, aquelas do cuidado consigo próprio e com os outros.
Já fazemos coisas desse tipo: tomar banho diariamente, escovar e passar fio dental nos dentes, comer na hora certa, comer coisas frescas... Então agora só faltam coisinhas básicas, como por exemplo: deitar para dormir só depois do quarto organizado. Entrar no facebook, só depois da escrivaninha organizada. Enfim, quero aprender a fazer um pouquinho todo dia pra não ter que fazer um muitão de vez em quando.
Isto pode parecer bobagem para pessoas que têm facilidade em se organizar, mas para mim não é. Tenho uma disciplina natural para seguir regras e me manter "na linha", mas me perco muitas vezes na falta de organização e na bagunça. Em todos os aspectos. Desde o armário da cozinha, a louça do dia anterior, até as roupas limpas para guardar, os brinquedos das crianças e este blog mesmo! Tenho uma tendência a deixar as coisas se acumularem. Porém, não me sinto bem com as coisas por fazer.
E durante a ausência do João ficou muito claro que eu mesma não dou mais conta desse meu jeito. Quero mudar. Quero aprender como ser mais organizada. Sei que com mais organização e mais disciplina, terei tempo e energia para outras coisas mais interessantes. Tempo para relaxar e produzir. Tenho feito a seguinte comparação: para um músico poder improvisar, ele precisa saber da "organização" da música, como o tom (mi menor, sol maior ou o que for) e a harmonia (a ordem e natureza dos acordes do acompanhamento), além da melodia, claro. Só assim ele estará organizado o suficiente para criar algo novo, sua improvisação.
E assim pretendo fazer. Para poder fazer a minha "música", preciso de mais tranquilidade. E para fazer isso, começo com esta mudança. Que as deusas me iluminem!
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